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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Legião de Maria reconhecida pela Santa Sé como 'associação internacional de fiéis'


Cidade do Vaticano (RV) – O Secretário do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Josef Clemens, entregou na manhã desta quinta-feira, 27 de março, na sede do Dicastério vaticano, o decreto no qual a Legião de Maria é reconhecida como ‘associação internacional de fiéis’ e por meio do qual são aprovados os estatudos desta realidade eclesial.
Nascida em 1921 em Dublin, na Irlanda, por iniciativa de um grupo de poucas pessoas guiadas por Frank Duff, funcionário do Ministério das Finanças e após Secretário particular do Ministério da Defesa irlandês, esta histórica associação viu, nos seus 93 anos de história, uma capilar difusão no mundo.
Através da formação de milhares de grupos em todos os continentes, difundiu-se a identidade própria da Legio Mariae, fortemente radicada na espiritualidade mariana e na entrega ao Espírito Santo. O movimento propõe aos próprios membros como objetivos prioritários, a própria santificação e a participação na missão evangelizadora da Igreja por meio de empenho em tantos apostolados a serviço dos pobres e dos sofredores e daqueles que estão afastados da fé.
Na mensagem, Dom Clemens sublinhou que a Legio Mariae é um sinal tangível de como o espírito missionário dos leigos, “muitas vezes vivido junto aos compromissos cotidianos na família e nos locais de trabalho, pode caminhar junto com uma profunda compreensão do chamado à santidade recebido por meio do Batismo”.

“Toda a história da Legião de Maria – disse Dom Clemens – é um maravilhoso testemunho de fé: fé na onipotência de Deus, fé na força da oração a Maria”. Mostra como “as orações a Maria pronunciadas com fé tem sempre obtido respostas”. “Desde seu humilde início, a Legião de Maria – recordou – foi um vivo testemunho do quanto Deus pode operar através de corações humildes”.
“Em 1921 Frank Duff teve a intuição de formar uma ordem espiritual de servos devotos a Virgem, levando Maria ao mundo e por meio dela o mundo a Jesus. Foi uma verdadeira intuição profética”, conclui o Secretário do Pontifício Conselho para os Leigos. (JE)

Texto proveniente da página:

Carta do Papa Francisco


Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.
O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.
Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também  transformar as grades em experiência de liberdade.
Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.
Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.
Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto  semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença.
Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.
Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua protecção a preparação deste Jubileu Extraordinário.

Vaticano, 1 de Setembro de 2015
Franciscus 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Padre Marcelo Rossi lançará livros em Criciúma...

Obras abordam temas como a depressão e os males da alma
  
O padre Marcelo Rossi estará na próxima terça-feira, dia 17, em Criciúma. O sacerdote lançará os livros Philia e Philia Para Colorir. O evento, com entrada franca, é promovido pela Livraria Fátima, e acontecerá das 14h30min às 21 horas, no Colégio São Bento.
Entretanto, a expectativa é que as filas comecem a ser formadas às 6 horas da manhã. Os portões serão abertos às 8 horas e o acesso ao padre só será permitido a quem tiver, ao menos, uma das obras lançadas em mãos. “Essa é a primeira vez que o religioso virá lançar essas obras na cidade e estimamos um público de três a cinco mil pessoas”, projeta Julio Cesar M. Wessler, diretor da Livraria Fátima.
O atendimento ao público para receber a dedicatória do padre será feito por ordem de chegada. As pessoas receberão pulseiras numéricas e aguardarão no ginásio de esportes do São Bento. Depois, serão chamados em grupos conforme a numeração.
Para agilizar o atendimento, haverá um fotógrafo profissional contratado que registrará as pessoas ao lado do padre Marcelo e todas as imagens estarão disponíveis, gratuitamente, nofacebook.com/livrariafatima e no www.flickr.com/photos/globolivros/ em até dez dias. Mais informações pelo telefone 3433-7745.

Philia
A obra Philia – família em grego - é o terceiro volume da trilogia escrita pelo padre Marcelo. A obra da editora Principium conta com 136 páginas está sendo comercializada por R$ 19,90. Os dois livros anteriores foram “Ágape” - que significa amor divino - e "Kairós", que se refere ao tempo de Deus. Juntos, os títulos já venderam mais de 12 milhões de exemplares.
Philia narra o amor dos pais por seus filhos, o amor entre irmãos, entre amigos. São 14 capítulos que buscam curar os males da alma: depressão, ansiedade, tristeza, pessimismo, medo, remorso, vício, desemprego, maledicência, inveja, ciúme, ira, ingratidão e autoimagem.
Padre Marcelo trata as questões de forma simples e direta, com exemplos práticos e orações, apresentando caminhos de esperança e superação através do amor fraternal. O livro é baseado na experiência pessoal do sacerdote para derrotar a depressão e destaca a importância do amor fraterno para superar males contemporâneos.

Philia Para Colorir
Philia Para Colorir foi pensado para diminuir o estresse do dia a dia e como uma nova forma de terapia contra a depressão. Com lindas ilustrações baseadas nos afrescos do Santuário Mãe de Deus e frases repletas de amor fraterno, retiradas do best-seller Philia, este livro levará o público a uma viagem pela arte de colorir e pelas mensagens do padre que encantou o Brasil. O livro da editora Principium tem 92 páginas e custa R$ 29,90.

( Colaboração: Agência Gaia Brasilis )

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

“Quero ser apenas um frade que reza” Padre Pio

padre pio
O próximo ano será, a pedido do Papa Francisco, o ano jubilar da misericórdia. Na quarta-feira de cinzas desse ano serão enviados para o mundo inteiro os chamados missionários da misericórdia, a quem lhes foi confiado pregar e perdoar, mostrando a misericórdia de Deus de forma mais concreta. Para essa ocasião, o corpo do Padre Pio será trazido para a Basílica de São Pedro para ser venerado por esses missionários, e por todos os fiéis, sendo um sinal precioso para todos os missionários de confessor incansável, acolhedor e paciente, autêntico testemunho da Misericórdia do Pai.       


Padre Pio nasceu em Pietrelcina, na Itália, em 1887. Foi ordenado sacerdote em 1910 e morreu em San Giovanni Rotondo em 1968. É um santo muito venerado no mundo inteiro por sua vida intensa de fé, de ajuda aos mais necessitados, de zelo pela celebração diária da Eucaristia e de disponibilidade para a confissão. Ao morrer, já possuía grande fama de santidade, o que pode ser comprovado pela massiva presença de fiéis em seu funeral.

“Quero ser apenas um frade que reza”

Na vida deste grande santo houve também muitas manifestações sobrenaturais, que em muitos casos lhe impuseram duras perseguições. Se mostrava humilde frente a elas, por exemplo quando repetia: “Quero ser apenas um frade que reza”. Ele tinha uma grande sensibilidade espiritual, sabia ler os corações das pessoas, ainda que não falassem tudo o que tinham dentro. Conta-se que algumas almas do purgatório lhe apareceram para pedir uma missa, para poderem assim entrar no céu. Teve também duras disputas (muito físicas) com o demônio e por fim, depois que morreu seu corpo permanece em alto grau de incorrupção.


O que significa essa incorrupção do corpo?

padre pio

Se olhamos para Jesus, que sabemos que se fez semelhante a nós em tudo, menos no pecado, entendemos pela fé que não pode estar sujeito à corrupção, afinal ele é Deus. De fato, ressuscitou e está com seu corpo glorioso sentado à direita de Deus Pai. Maria também experimentou algo parecido. Sabemos que ela é Imaculada, sem mancha de pecado. Sabemos que viveu toda sua vida em pura santidade. Também sabemos pela fé que foi assunta, em corpo e alma, aos céus. Também ela foi incorrupta.
Podemos pensar, à luz de Jesus e de Maria, que a santidade está em estreita relação com a incorrupção. De fato, estamos todos chamados a viver um dia no céu, depois da segunda vinda de Jesus, em corpo e alma, incorruptos, junto a Deus. É para isso que vivemos a nossa vida atual, peregrinando rumo a outra vida, eterna. Sabemos também que existiram pessoas que se sobressaíram nessa peregrinação por sua pureza, por sua santidade. Esses são os santos e santas, que nos lembram do nosso próprio chamado a santidade. Padre Pio foi uma dessas pessoas que de maneira especial peregrinaram nessa terra.
Peçamos a esse grande santo que interceda por nós, para que possamos fazer da nossa vida uma vida um pouco mais santa, não para que obtenhamos também dons espirituais extraordinários, mas para que possamos dar glória a Deus com nossas vidas, sendo humildes discípulos do Senhor. Talvez possamos parafrasear o santo, dizendo: “Queremos ser “apenas santos” católicos”. Esse “apenas” pode parecer algo simples, mas para alcançar o “apenas santos” é necessária toda uma vida de entrega amorosa ao Senhor.

Ir. João Antônio Johas Leão, 23 de Setembro de 2015 às 08h00.

O que significa a palavra “amém”?

“Amém” é uma palavra cujo uso na língua hebraica é muito antigo. Do ponto de vista etimológico, “amém” deriva do verbo “aman”, usado para reforçar ou confirmar algo. Basicamente, significa “que conste”, “em verdade”.

 amem

Esta palavra não tem equivalência exata nas línguas ocidentais. O seu significado tem de ser entendido como uma resposta de confirmação a algo que é considerado firme, estável, imutável. É por isto que a tradição judaico-cristã manteve esta palavra inalterada, sem traduzi-la: qualquer tradução empobreceria o sentido original da palavra, que, em sentido estrito, só pode ser dita em referência a Deus.
Estendido ao cristianismo, o termo “amém” é muito usado na Bíblia para afirmar que algo “tem de ser”. A palavra é também uma das aclamações litúrgicas mais frequentes como fórmula para encerrar as orações, significando “assim seja”.
Pronunciar a palavra “amém” é proclamar que se tem por verdadeiro o que acaba de ser dito, com o objetivo de ratificar uma proposição ou unir-se a ela. No âmbito do culto religioso, significa que a assembleia “está de acordo” com o que é celebrado e afirmado.
A expressão é usada pelo próprio Jesus nos evangelhos para iniciar um discurso, dando-lhe a conotação de solidez e contundência. É por isso que Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo”.

Redação A12. , 19 de Outubro de 2015 às 13h42. Atualizada em 19 de Outubro de 2015 às 13h46. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pedir em nome de Maria...


Uma coisa é dizer que tudo nos vem por Maria e outra coisa dizer que muitas graças no vêm através da prece de Maria. Se eu oro por você ao Pai em nome de Jesus, ou a Jesus diretamente e você me diz que recebeu a graça, não estou errado ao dizer que, por minha intercessão junto a Jesus, você recebeu aquela graça. Senão, que sentido teria os pais orarem pelos filhos ou os padres e pastores orarem por seus fiéis? Não é intercessão? Se nós intercedemos o tempo todo uns pelos outros, porque negar que Maria faça o mesmo a quem pede sua ajuda? Seria a prece dela menor do que a dos padres e pastores?
Eu já fui de falar primeiro com Maria e só depois com seu filho. Agora, faço o que sinto vontade de fazer. Muitas vezes falo direto com Jesus. Outras, com a mãe dele. Quando falo com Maria, peço a ela que fale comigo a Jesus e interceda comigo e por mim. Se ela falar direto ao Pai, vai usar o nome do Filho dela, como eu faço quando falo com o Pai. Mas sei que a oração de Maria é incomparavelmente mais pura do que a minha. É claro que quero a ajuda dela. Se aceito a ajuda dos padres e reverendos que dizem orar por mim, porque não aceitaria a de Maria que creio estar salva e viva na outra dimensão do existir, dimensão que chamamos de céu?
Não acho que Maria se magoe, por falarmos ao seu Filho sem recorrer a ela. É tudo que ela quer! Que alemos com seu Filho! Quando nossa Igreja diz que Maria é “medianeira de graças” ( o Catecismo não tem a palavra “todas”) nossa Igreja não está dizendo que Deus Pai que age através de Jesus só atenderá nossas preces, se elas também passarem por Maria. Isso a Igreja nunca disse!
O que a Igreja diz é que, se quisermos pedir, qualquer graça, qualquer que seja o pedido, podemos pedir por Maria, porque ela pedirá conosco e levará tudo a Jesus. Não há graça que Maria não peça conosco! A Igreja sugere, inclusive, que os católicos usem o santo nome de Maria nas suas orações, mas sem esquecer que o nome que salva é o de Jesus. Não usamos os nomes de amigos e de outras pessoas quando pedimos algum favor de alguém que as conhece? Se soubermos usar o nome certo do jeito certo, porque não? Desde que saibamos que o poder e foi dado a Jesus e ele o delega a quem ele quiser (Mt 13,11), não erraremos. Jesus deu poder aos apóstolos, desde que se reunissem no seu nome ou que usassem seu nome. ( Mt 18,20, Jo 14,13)
Na Bíblia há centenas de passagens em que se usa o nome de profetas e servos de Deus durante as orações (1 Re 13,6 ). Reis pediam aos profetas que orassem por eles. Nós cristãos usamos o nome de Jesus porque não há nenhum nome maior do que este para nós. ( Fl 2,9 ) Mas não está proibido usar nomes menores. O de Maria é menor que o de Jesus, mas é bem maior do que o nosso. Estava certa aquela senhora que orava:
-“ Pai, falo com o senhor em nome de Jesus”
-“ Jesus, falo com o senhor em nome de Maria”
-“ Maria, falo com senhora pedindo que me ajude a falar com Jesus, porque de falar com ele a senhora entende mais do que eu “

Estava orando a Maria do jeito certo !
MARIA: MEDIANEIRA JUNTO A JESUS
Posso falar diretamente com Jesus sem procurar nenhum mediador. Mas posso pedir ao padre Pedro que ore comigo e por mim. E posso pedir ao pastor Jaime que faça o mesmo. Posso usar de sua intercessão enquanto eu mesmo falo com Jesus. Melhor para mim que tenho mais duas pessoas orando por mim e comigo! Se não desprezo a intercessão dos homens piedosos deste mundo porque faria pouco caso da intercessão da Mãe do Cristo que está no céu com seu Filho?
O pregador evangélico que dizia que não precisava de nenhuma outra intercessora junto a Deus, porque já tinha Jesus, o santo, estava querendo marcar um ponto contra os católicos, mas marcou contra si mesmo. No mesmo programa de rádio. minutos depois ofereceu-se para orar pelos seus fiéis. Se ele podia ser intercessor junto a Deus em nome de Jesus, porque a mãe de Jesus não pode? Ou será que ele é dos que pregam que Maria está morta e ainda não foi para o céu? Neste caso, onde ele espera ir quando morrer? Se a mãe de Jesus ainda está esperando e, por isso, não pode orar, onde estão todos os fiéis da sua Igreja? Os vivos têm mais poder do que os que morreram em Jesus? Os fiéis da Terra têm mais poder do que os fiéis do céu? Não há ninguém no céu? E onde estão todos os piedosos cristãos que morreram nestes 20 séculos? Onde está o ladrão a quem Jesus disse que naquele mesmo dia estaria no paraíso? Céu é uma coisa e paraíso é outra?
Uma questão suscita outra quando afirmamos que só nós podemos orar pelos outros e que os que morreram em Jesus não podem. Ficamos com um trecho da Bíblia que dá a entender que os mortos não podem fazer nada pelos vivos e ignoramos os outros que dizem que é bom orar e fazer oferendas em favor dos mortos? Ignoramos passagens que mostram que Moisés e Elias estavam vivos em Deus e oravam com Jesus? Então, se a Bíblia merece crédito no que afirma, e eles apostam nisso, existe gente viva e orando no céu. É lá que Maria está. Se Moisés e Elias estão no céu e oram, então Maria a mãe do Cristo também está e ora. Não parece natural e lógico que Jesus tenha levado sua mãe para o céu?
A catequese sobre Maria é bem clara na Igreja. O único mediador junto ao Pai é Jesus. Mas Maria também intercede, só que age como alguém que depende. Ela faz o que qualquer cristão pode fazer, só que faz melhor: intercede por nós a Jesus, ou ao Pai em nome de Jesus. Foi o que Jesus mandou seus discípulos fazerem no Pai Nosso (Mt 6,9 ) e em (Jo 14, 13-15 ) Mas deixou claro que quem usasse seu nome de maneira errada teria que responder pelo desrespeito ( Mt 7,22)
A fé em Jesus, se for pura e sincera, purifica o nosso trato com Maria. A fé em Maria, se for pura, acaba levando a Jesus, de tal maneira que nosso viver passa a ser Ele. ( Gl 2,20 ) Se no céu se batesse palmas é isso o que ela faria ao cristão que a saúda respeitosamente, mas vai falar horas e horas com seu filho. Que mãe não gostaria disso?
Quando alguém diz que Jesus é o único mediador junto ao Pai está dizendo que ele é a única autoridade para isso. Mas não está negando aos seus discípulos o direito de serem mediadores com Jesus. Senão, por que é que ele iria ensinar, no Pai Nosso, que devemos nos dirigir diretamente ao Pai e que deveríamos usar seu nome e orar uns pelos outros?
Se Jesus manda interceder é porque podemos também nós ser intercessores. Então, também somos mediadores com ele. É claro que não tão plenos como Ele, mas sempre depois dele e por causa dele, da mesma forma que somos filhos por causa dele. Se podemos nos proclamar filhos de Deus por causa de Jesus, o Filho, podemos ser intercessores uns pelos outros por causa de Jesus o intercessor. Não é isso que fazem as igrejas cristãs quando incentivam que oremos e intercedamos uns pelos outros em nome do intercessor maior que é Jesus?
Quando os católicos chamam Maria de intercessora estão seguindo a mesma lógica . Continuo perguntando… Se padre e pastor podem, porque Maria não poderia interceder? Se nas missas e cultos intercedemos a Jesus pelos nossos doentes e pedimos a ele que nos conceda o que pedimos, por que não pedir a outros discípulos já no céu, que orem junto? E por que excluir Maria? Perguntas de um coração católico!
Pe. Zezinho scj