domingo, 23 de outubro de 2016

7º Encontro do Ano Legionário _ 23/10

Palestra Legionária  realizada pelo Padre Marcos Rech, um momento de forte formação sobre a visita domiciliar, pautada sobre textos.
























domingo, 9 de outubro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Santa Maria de Jesus Crucificado

Memória a 25 de Agosto

(1846-1878) 


Miriam Baouardy nasceu a 5 de Janeiro de 1846, em Ibillin, numa pequena aldeia da Galileia, entre Nazaré e Haifa, numa família de rito greco-católico. O seus pais perdem, um após outro, os doze filhos em tenra idade. Com profunda dor mas com uma grande confiança em Deus, decidiram fazer uma peregrinação a Belém para rezar na Gruta da Natividade e pedir a graça de uma filha. É assim que Miriam veio ao mundo. No ano seguinte nasce o seu irmão Boulos. 

Mas, Miriam não tinha ainda 3 anos quando o seu pai morre confiando-a à fiel custódia de São José. Alguns dias mais tarde morre também a sua mãe. É assim que Boulos é adotado por uma tia e Miriam por um tio de boa condição social. 

Dos seus anos de infância na Galileia, guarda na memória, o maravilhar-se diante da beleza da Criação, da luz, das paisagens de onde tudo lhe fala de Deus e do sentimento, muito forte, de que “tudo passa”. 

A experiência de criança é decisiva para sua vida futura: brinca com dois pequenos passarinhos e quer dar-lhes um banho… mas eles não resistem e morrem entre suas mãos. Triste, ouve então interiormente estas palavras: "Vês? É assim que tudo passa, mas se queres dar-me teu coração, Eu ficarei para sempre contigo”. 

Aos 8 anos faz sua primeira comunhão. Pouco depois, o seu tio parte para Alexandria com toda a família. 


No Egipto: Alexandria e o martírio 

Miriam tem 12 anos quando sabe que o seu tio a quer casar. Decidida a dar-se totalmente a Deus, recusa a proposta. Tratam de persuadi-la e ameaçam-na. Nem as humilhações, nem os maus tratos puderam fazer mudar a sua decisão. Após três meses, ela visita um velho criado da casa do seu tio, para enviar uma carta a seu irmão que vive na Galileia para que a venha ajudar. Ouvindo a narração dos seus sofrimentos, o criado que era muçulmano, exorta-a a converter-se ao Islão. Miriam recusa. Encolerizado, o homem pega numa espada e corta-lhe a garganta, abandonando-a logo de seguida numa rua escura. Era dia 8 de Setembro. 

Mas a sua hora não havia chegado, e ela acorda numa gruta, ao lado de uma jovem que parecia ser uma religiosa. Durante quatro semanas, ela cuida, alimenta e instrui Miriam. Depois de estar curada, aquela que mais tarde ela revelará ser a Virgem Maria, leva-a a uma igreja. 

Desde esse dia, Miriam irá de cidade em cidade (Alexandria, Jerusalém, Beirute, Marselha…), como doméstica, elegendo preferencialmente as famílias pobres, ajudando-as, mas deixando-as quando elas a honram demasiado. 
Mas ela irá ser também de maneira particular testemunho desse “universo invisível”. Esse universo que nós acreditam ser ver e que ela experimentou duma maneira muito forte. 


Em Marselha: as Irmãs de São José 

Em 1865 Miriam encontra-se em Marselha. Entra em contacto com as Irmãs de São José da Aparição. Tem 19 anos, mas só parece ter 12 ou 13. Fala mal o francês e possui uma saúde frágil, de todos modos é admitida ao noviciado e sua alegria é enorme por se poder entregar assim a Deus. Sempre disposta aos trabalhos mais pesados, passa a maior parte do seu tempo lavando ou cozinhando. Mas, dois dias por semana revive a Paixão de Jesus, recebe os estigmas (que na sua simplicidade pensa ser uma doença) e começam a manifestar-se todo o tipo de graças extraordinárias. Algumas irmãs ficam desconcertadas com o que se passa com ela, e ao fim de 2 anos de noviciado, não é admitida na Congregação. Um conjunto de circunstâncias vão conduzi-la até ao Carmelo de Pau. 


O Carmelo de Pau, França 

É recebida em Junho de 1867. Ali, no meio de todas as provas que terá de atravessar, encontrará sempre o amor e a compreensão. Ingressa de novo no noviciado, onde recebe o nome de Irmã Maria de Jesus Crucificado. Insiste em ser admitida como ‘irmã conversa’, pois gosta mais do serviço aos outros, tendo, por outro lado, dificuldades na leitura, nomeadamente na recitação do Oficio Divino. A sua simplicidade e generosidade conquistam o coração de todos. As suas palavras proferidas depois de um êxtase são o fruto da sua vida: "Onde está a caridade ali está Deus. Se pensais em fazer o bem ao vosso irmão, Deus pensará em vós. Se cavais um poço para vosso irmão, caíreis nele; o poço será para vós. Mas, se fazeis um céu para o vosso irmão, esse céu será para vós…”. 

Dom da profecia, ataques do demónio ou êxtases… entre todas as graças divinas das quais está cheia, ela sabe, de maneira muito profunda, ser ‘nada’ diante de Deus, e quando fala dela mesma intitula-se "o pequeno nada", é realmente a expressão profunda de seu ser. É o que a faz penetrar na insondável profundidade da misericórdia divina onde ela encontra a sua alegria, as suas delicias e a sua vida… “A humildade é ser por não ser nada, ela não se apega a nada, ela não se cansa nunca de nada. Está contente, é feliz, onde quer que esteja é feliz, está satisfeita com tudo… Felizes os pequenos!”. Ali está a fonte de seu abandono entre graças mais estranhas e os acontecimentos humanos mais desconcertantes. 


A fundação do Carmelo de Mangalore na Índia 

Após 3 anos, em 1870, parte com um pequeno grupo de Irmãs para fundar o primeiro convento de Carmelitas Descalças na Índia, em Mangalore. A viagem de barco foi uma aventura e três religiosas morrem antes de chegarem ao destino. De todos modos, são enviados reforços e, em finais de 1870, pode-se iniciar a vida claustral. As suas experiências extraordinárias continuam sem a impedir de realizar os seus trabalhos mais pesados e de dar atenção aos problemas inerentes a uma nova fundação. Durante os seus êxtases, as Irmãs podiam ver o seu rosto resplandecente na cozinha ou noutro local. Participa em espírito nos acontecimentos da igreja, por exemplo, nas perseguições na China e também parece ser possuída exteriormente pelo demónio, fazendo-lhe viver terríveis tormentos e combates. Foi o começo de muitas incompreensões na sua comunidade, onde duvidaram da autenticidade do que ela vivia. Não obstante, pôde emitir os seus votos no final do noviciado, a 21 de Novembro de 1871; mas as tensões criadas em seu redor acabaram por provocar o seu regresso ao Carmelo de Pau em 1872. 



O regresso a Pau 

Naquele lugar leva de novo a sua vida simples de ‘irmã conversa’ no meio do carinho de suas irmãs, e a sua alma dilata-se. Durante alguns êxtases, ela que é quase analfabeta, profere repentinamente em exultação de gratidão até Deus, poesias duma grande beleza, cheias de encanto e candor oriental, onde a criação inteira canta ao seu Criador. Pelo ímpeto da sua alma até Deus, ela elevar-se-á até ao cima de um árvore sobre uma rama que não suportaria nem sequer uma pequenina ave. “Todo o mundo dorme. E Deus, tão repleto de bondade, tão grande, tão digno de louvores, é esquecido!… Ninguém pensa Nele! 
Vede, toda a natureza O louva, o céu, as estrelas, as árvores, as ervas, tudo O louva; o homem, que conhece os seus benefícios, que deveria louvá-Lo, dorme!… Vamos, vamos despertar o universo!” 

São numerosos os que procuram Miriam para consolo, conselhos, para que reze pelas suas intenções, partem iluminados e fortificados com este encontro. 


A fundação do Carmelo de Belém 

Pouco depois de seu regresso de Mangalore, ela começa a falar da fundação de um Carmelo em Belém. Os obstáculos são numerosos, mas dissipam-se progressivamente, inclusive de maneira inesperada. Por fim a autorização é dada por Roma e a 20 de Agosto de 1875 um pequeno grupo de carmelitas embarca para nessa aventura. O Senhor conduz Miriam na escolha do local e na forma de construção do novo Carmelo. Como ela é a única que fala árabe, encarrega-se particularmente de seguir os trabalhos, “imersa na areia e na cal”. A comunidade instalar-se-á no dia 21 de Novembro de 1876, enquanto que certos trabalhos continuam. 

Prepara também a fundação de um Carmelo em Nazaré, viajando até lá para comprar o terreno, em Agosto de 1878. Durante essa viagem é lhe revelado por Deus o lugar de Emaús. Ela pede a ajuda de Berthe Dartigaux para comprá-lo para o Carmelo. 

De volta a Belém, retoma a vigilância dos trabalhos debaixo de um calor sufocante. Quando leva algo para beber aos trabalhadores, Miriam cai de uma escada e parte um braço. A gangrena vai avançar muito rapidamente e morre poucos dias depois, a 26 de agosto de 1878, aos 32 anos. É beatificada a 13 de Novembro de 1983, pelo Papa João Paulo II e agora canonizada pelo Papa Francisco. 


Miriam e o Espírito Santo 

Miriam descobre-nos este mundo invisível tão perto de nós e que é todo misericórdia. Ensina-nos a investir toda a nossa vida “naquele que nunca passa”, o que realmente importa, Deus. A luta contra todas as forças do mal ainda está a decorrer. Esta Carmelita Descalça é conhecida por muitos como “Padroeira da Paz” para a Terra Santa, é para nós um estímulo a deixars transfigurar pelo Senhor a fim de nos convertermos a nós mesmos em artesãos desta transfiguração do mundo pela graça de Deus. Testemunho de um mundo já transfigurado, Miriam conduz-nos a esse primeiro dia da Criação, onde o Céu e a Terra ainda não foram separados, onde só há luz e trevas, esse dia Um, reflexo da Unidade divina, donde tudo resplandece desta Unidade. 

Miriam sente-se atraída de modo particular pelo Espírito Santo, este Espírito que pairava sobre as águas no principio da Criação. É este Espírito Santo que ela nos quer entregar como herança, já que quando Ele vem tomar o lugar do nosso “eu” transfigura cada coisa, “cria de novo” (Isaías), “Dirigi-vos ao Espírito Santo que inspira tudo”. 

“O ‘eu’ é aquele que perde o mundo. Os que têm o “eu” carregam a tristeza e a angústia com eles. Não se pode ter Deus e o mundo ao mesmo tempo. Aquele que não tem o “eu” tem todas as virtudes e a paz e a alegria". Mas com o Espírito Santo, mesmo com “uma gota” só, tudo é possível: “Fonte de paz, de luz, vem iluminar-me; eu sou ignorante, vem ensinar-me… Os discípulos eram muito ignorantes, eles estavam com Jesus e não O compreendiam… Quando lhe deste o raio de luz, os discípulos desapareceram, já não eram como foram, a sua força foi renovada… Espírito Santo, Eu abandono-me a Vós.”

Espírito Santo

Espírito Santo 
Espírito Santo, inspirai-me. 
Amor de Deus, consumi-me. 
Ao verdadeiro caminho, conduzi-me. 
Maria, Minha Mãe, olhai por mim, 
Com Jesus, bendizei-me; 
De todo mal, de toda a ilusão, 
De todo o perigo, protegei-me.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

02/10 - SANTOS ANJOS DA GUARDA

O anjo da guarda nos ampara e nos defende dos perigos na nossa vida terrena. No salmo 90 nós podemos ler: "Porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra". 

Em um dos seus textos, São Francisco de Sales esclarece que a tarefa dos anjos é levar as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de nos informar se elas foram atendidas. Assim sendo, as graças que recebemos nos são dadas por Deus, que é o princípio e o fim de nossa vida, e os mensageiros destas graças são os anjos. 

A devoção dos Anjos é muito antiga, ganhando maior vigor na Idade Média. Foi nesta época que surgiu a idéia de representá-los com asas. Interessante notar que quando somos crianças somos convidados a rezar pelos anjos da guarda, costume que fica esquecido entre os adultos. Mas é bom notar que a presença dos anjos de Deus acompanham também a vida dos homens e mulheres na vida adulta. 

Esta celebração especialmente dedicada aos Anjos da Guarda começou na Espanha, no final do ano 400, propagando-se por toda a Europa em poucos séculos. O dia 02 de outubro foi fixado em 1670, pelo Papa Clemente X. 

Reflexão: 
Os anjos da guarda têm missão semelhante à das mães. Na infância são muito exigidos e solicitados, socorrendo as crianças nas situações de perigo. E no fim de cada dia de trabalho intenso, os pais ensinam as crianças a agradecerem a ele, e assim vai se estabelecendo uma relação extremamente íntima entre cada criança e seu anjo protetor. Não importa que ele não tenha um nome ou um rosto. Cada criança tem o seu anjo da guarda. 

Oração: 

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, me guarda, me governa e ilumina, agora e sempre. Amém!”. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Papa Francisco I


Papa Francisco I

Conhecido até a data de 13 de março como Jorge Bergoglio, o cardeal argentino de 76 anos é citado como um homem humilde que negou a si mesmo os luxos desfrutados por outros cardeais em Buenos Aires. Evita aparições na mídia e possui hábitos simples. Utiliza o transporte coletivo e cozinha suas próprias refeições. É reconhecido por ser um  defensor da ajuda aos pobres Costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado. Embora se mostre preocupado com a população de baixa renda, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres.  Ele considera que o alcance social, em vez de batalhas doutrinais, é a questão essencial da Igreja, aprecia música clássica, literatura e é torcedor do clube de futebol San Lorenzo de Almagro.
O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay. 
Jorge Mario Bergoglio nasceu na capital argentina no bairro de Flores e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel. De 1973 a 1979, Bergoglio foi provinciano pela Argentina e a partir de 1980, reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos.
O papa obteve o título de doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001. Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho 

Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a a América Latina. Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de papa.


O primeiro discurso do Papa

“Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(…aplausos…) Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (…aplausos…). Rezemos todos juntos por ele, para que Deus o abençoe e Nossa senhora o proteja. (segue a oração do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai). E agora comecemos este caminho bispo e povo, bispo e povo. Este é o caminho da Igreja de Roma que é aquela que precede na caridade todas as outras Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, rezemos por todo o mundo, para que exista uma grande fraternidade. Desejo que este caminho de Igreja, que hoje começamos e que me ajudará o meu Cardeal Vigário aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade. (aplausos). E agora gostaria de dar uma bênção, mas antes vos peço um favor. Antes de o bispo abençoar o povo vos peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. (…aplausos…). Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”!


Foto dos anos 1950 mostra Jorge Mario Bergoglio, a direita, posa com colegas de escola preparatória em Buenos Aires, Argentina.

domingo, 11 de setembro de 2016

6º Encontro do Ano Legionário _ 10/09

PALESTRANTE O SEMINARISTA VICTOR JOSÉ GRASSI, SOBRE OS TEMAS:
  • AÇÃO SOCIAL LEGIONÁRIA;
  • FINALIDADE DA LEGIÃO;
  • MARIA, MULHER DE PALAVRA DO ESPÍRITO SANTO DA CRUZ;
  • O BOM SAMARITANO.


















quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tratato da Verdadeira Devoção

Vamos estudar!!!
É um pedido do Senatus para que todo legionário, conheça o "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria" de São Luiz Maria Grignion de Montfort.

Clique na imagem ou no link abaixo para acessar e fazer o download!!!

 Tratado da Verdadeira Devoção