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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Padre Zezinho lança novo CD e afirma:

“Não sou um padre cantor, sou catequista”


Click Aqui!!!

Porque devemos guardar o rosário debaixo do travesseiro?

Guarda um Rosário, ainda seja dos pequenos, debaixo do travesseiro.

Desde que tomei esse costume, os problemas se solucionaram mais facilmente, e é um bom método para os que têm insônia, verão que amanhecem com o rosário nas mãos e tiveram um bom descanso!

As ações tem mais força quando se sabe sua origem.

Uma formosa história...

Você não conhece a história do rosário?

Eu sempre me perguntava: a quem se ocorreu repetir as Ave Marias tantas vezes? Que sentido tem? Etc.

Agora se compreende que a cada vez que o rezem, cada Ave Maria é uma preciosa rosa para a Virgem. Estou seguro de que todos conhecemos esta bela oração que é o Santo Rosário.

Uma lenda conta que um Irmão Leigo (que não era sacerdote) da Ordem dos Dominicanos, não sabia ler nem escrever, por isso não podia ler os Salmos, como era o costume nos conventos da época. Então, quando terminava seus trabalhos pela noite (ele era o porteiro, o varredor, o hortelão, etc.) ia à capela do convento, ficava frente à imagem da Virgem Maria, e recitava 150 Ave Marias (o número dos salmos), logo se retirava a sua sela para dormir. Pela manhã, de madrugada, se levantava antes de todos os seus irmãos e se dirigia à capela para repetir seu costume de saldar à Virgem.

O Irmão Superior notava que todos os dias, quando chegava à capela para celebrar as orações da manhã com todos os monges, havia um delicioso odor de rosas recém cortadas e lhe deu curiosidade, pelo que perguntou a todos quem se encarregava de adornar o altar da Virgem tão belamente, ao que a resposta foi que ninguém o fazia, e não se notavam flores faltando nos roseirais do jardim.

O Irmão leigo adoeceu com gravidade; os demais monges notaram que o altar da Virgem não tinha as rosas de costume, e deduziam que era o Irmão quem punha as rosas. Mas como? Ninguém lhe havia visto jamais sair do convento, nem tão pouco sabiam que comprara as belas rosas. Uma manhã estranharam que ele se havia levantado, porém não o encontravam em nenhuma parte. Ao fim, se reuniram na capela, e cada monge que entrava se assombrava, pois o irmão leigo estava ajoelhado frente à imagem da Virgem, recitando extasiado suas ave Marias, e a cada uma que dirigia à Senhora, uma rosa aparecia nas floreiras. Assim ao terminar suas 150 saudações, caiu morto aos pés da Virgem.

Com o correr dos anos, Santo Domingo de Gusmão, (se diz que por revelação da Santíssima Virgem) dividiu as 150 ave Marias em três grupos de 50, e os associou à meditação da Bíblia: os Mistérios Gozosos, os Mistérios Dolorosos e os Mistérios Gloriosos, aos quais o Beato Papa João Paulo II adicionou os Mistérios Luminosos.

PEGUEM SEU ROSÁRIO TODOS OS DIAS - Quando portas teu Rosário, é uma dor de cabeça para Satanás.

- Quando usas teu Rosário, Satanás colapsa;
- Quando ele te vê rezando o Rosário, se desvanece;
- Vamos rezar o Rosário cada vez, de maneira a mantê-lo desvanecido;
- Tu sabias que quando pensares em reenviar esta mensagem, Satanás vai tentar desanimar-te?

domingo, 3 de agosto de 2014

História de Divino Pai Eterno

Divino Pai EternoDivino Pai Eterno é um título, uma “maneira de chamar” a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, Deus Pai, revelado por Jesus Cristo. Com efeito, antes da vinda de Jesus a este mundo, o Criador, Deus, era adorado mais como “Senhor” do que como “Pai”. Pensava-se ser uma ousadia chamar a Deus de “Pai”. Foi Jesus, o Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, quem revelou ao mundo esta verdade radicalmente transformadora: Deus é Pai! E um Pai que ama seus filhos! Um Pai amoroso, misericordioso. 
Ele é o “Divino Pai Eterno”.

O significado do Divino Pai Eterno
O nome “Divino Pai Eterno” contém três títulos que expressam três verdades sobre Deus.Primeira verdade: Ele é “Divino”, quer dizer que Ele é Deus, é sobrenatural, sublime, perfeito, encantador, bonito, maravilhoso.
Segunda verdade: Ele é Pai. Pai é quem dá vida, é quem gera filhos, é quem cria filhos, é quem ama os filhos, é quem se dedica aos filhos, é quem conhece os filhos e quer que os filhos sejam felizes, realizados. Deus é Pai!
Terceira verdade: Ele é Eterno, quer dizer: não tem princípio nem fim, Ele é para sempre. Sempre foi e sempre será. E Ele, no seu amor, nos chama à eternidade quando nos dá a vida. Somos filhos do Divino Pai Eterno.
O começo da devoção do Divino Pai Eterno
A extraordinária devoção do povo para com o Divino Pai Eterno começou na mais pura simplicidade. Era o ano de 1840. Nessa época, Constantino Xavier Maria e sua esposa chamada Ana Rosa de Oliveira, foram morar nas proximidades do Córrego do Barro Preto, a uns vinte quilômetros do município de Campininha das Flores. Este veio a se tornar o atual bairro de Campinas, onde começou a se formar a cidade de Goiânia, capital de Goiás, no Brasil.
Uma imagem encontrada no chão do sertão goiano
Constantino e Ana Rosa começaram a trabalhar na terra, preparando-a para plantação. Certo dia, enquanto trabalhavam duro no campo, Constantino notou que sua enxada esbarrou em alguma coisa estranha que estava no chão. Ele observou e viu que não se tratava de uma pedra. Quando foram conferir, viram que se tratava de um belo medalhão de barro, medindo uns dez centímetros. Eles retiraram a terra que encobria o objeto e puderam, então, ver a figura que estava esculpida: tratava-se da Santíssima Trindade num ato de coroação de Nossa Senhora. Eles reconheceram a imagem do Divino Pai Eterno no centro do medalhão. Admirados e agradecidos, entenderam o achado como um sinal de Deus e levaram o medalhão para casa.
Graças e milagres do Divino Pai Eterno
Constantino e Ana Rosa prepararam um lugar especial na casa onde colocaram o medalhão do Divino Pai Eterno e começaram a reunir seus familiares em casa para rezarem o terço diante dele. Isso acontecia principalmente aos sábados e domingos. A partir desse momento, as graças, os milagres e os prodígios iniciaram na vida das pessoas que vinham rezar ali. A notícia desses fatos começou a se espalhar por toda a redondeza. Assim, outras pessoas da região passaram a procurar a casa de Constantino em busca de oração e de graças.
O povo descobre o Divino Pai Eterno
Ao saber das graças e dos milagres que começaram a acontecer, o povo começou a ir até a casa do casal, e nesta casa não tinha mais espaço para tanta gente. Então, todos se uniram para construir uma capelinha simples, feita de folhas de um coqueiro chamado buriti para receber os fiéis, que vinham em número cada vez maior. Isso aconteceu por volta de 1843. Porém, logo a capela ficou pequena. Constantino e Ana Rosa, agradecidos a Deus por tudo, doaram um terreno para a construção de uma nova capela. Este terreno margeava o córrego Barro Preto. Pessoas de toda a redondeza ajudaram na construção.
Uma imagem maior
Constantino entrou em contato com o artista plástico Veiga Valle, que morava em Pirenópolis, GO, e pediu que ele fizesse uma escultura do Divino Pai Eterno idêntica ao medalhão, porém, maior. Constantino pediu também e que a nova imagem fosse de madeira. Esta é a origem da imagem venerada na cidade de Trindade, GO. Pai, Filho e Espírito Santo num ato de coroação da Virgem Maria. Esta imagem encomendada por Constantino conserva-se até hoje no “Santuário Velho”, ou“Igreja Matriz de Trindade”.
Graças e mais graças
Uma terceira capela foi erguida em 1876. O povo de toda a região começou a fazer romarias em peso como devoção ao Divino Pai Eterno. As graças continuaram a acontecer. Noticiavam-se mais e mais graças e milagres do Divino Pai Eterno. Aos poucos essa terceira capela também ficou pequena e as grandes celebrações em dias de festa tinham que ser feitas do lado fora, ao ar livre.
O primeiro Santuário do Divino Pai Eterno
Em pouco tempo a Arquidiocese de Goiás e os fiéis perceberam que seria necessária a construção de um grande santuário que comportasse os romeiros com mais conforto e com a dignidade que o Divino Pai Eterno merece. Assim, o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno foi inaugurado em 1912. Com o tempo, este primeiro Santuário também foi ficando pequeno e passou a ser  conhecido como Santuário Velho. Hoje, ele é a Paróquia Matriz de Trindade.
O Santuário novo
Quando a Romaria de Trindade completou 100 anos, em 1943, D. Emanuel Gomes de Oliveira, então arcebispo de Goiás, lançou a pedra fundamental do Santuário Novo, mas este demorou a sair dos alicerces. Em 1957, criou-se a Arquidiocese de Goiânia, sob o comando de D. Fernando Gomes dos Santos. Este apresentou um projeto para a construção do Santuário e as obras começaram. A partir de 1974 já era possível a realização da novena e da festa do Divino Pai Eterno no local. A partir daí, as romarias só crescem e o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, GO, é um dos mais importantes do país. Em 2006 ele foi elevado à categoria de Basílica Menor pelo Papa Bento XVI. Ela é a única Basílica do Divino Pai Eterno no Mundo.
Oração ao Divino Pai Eterno
Divino Pai Eterno e Misericordioso, Deus Criador de tudo e de todos, nós Vos oferecemos pelas mãos de Maria Santíssima o preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho; oferecemos também as lágrimas da Virgem Santíssima pela Purificação da Terra, pela Conversão dos homens e pela santificação deles através do Divino Espírito Santo. Oferecemos ainda pela fidelidade dos Vossos escolhidos, pela Vitória da Santa Igreja e Triunfo do Imaculado Coração de Maria. 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, amém.

Santo Terço

"O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade. Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel. A estas palavras toda a Igreja se associa.
Podemos dizer que o Rosário é, de certo modo, uma oração-comentário do último capítulo da Constituição "Lumen Gentium" do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. No fundo das palavras "Ave Maria", passam diante dos olhos do que reza os principais episódios da vida de Cristo, com seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos fazem entrar em comunhão com Cristo, poderíamos dizer, através do coração de sua Mãe.
Nosso coração pode encerrar nestas dezenas do Rosário todos os atos que compõem a vida de cada indivíduo, de cada família, de cada nação, da Igreja e da humanidade: os acontecimentos pessoais e os do próximo e, de modo particular, daqueles que mais gostamos. Assim, a simples oração do Rosário pulsa no ritmo da vida humana".

João Paulo II



AS FRASES 
“mais belas”
 da Carta Apostólica 
“O Rosário da Virgem Maria”,
do Papa João Paulo II:

- O Rosário é uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade.

- Mediante o Rosário , o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor (n. 1 b)

- Através do Rosário, o crente alcança abundantes graças, como se as recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor (n. 1 b).

- Desde a minha juventude, o Rosário teve um lugar importante na minha vida espiritual (n. 2 b).

- Com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo (n. 3 a).

- Proclamo, portanto, o ano que vai de Outubro de 2002 a Outubro de 2003, “Ano do Rosário” (n. 3 a).

-O Rosário, quando descoberto no seu pleno significado, conduz ao âmago da vida cristã, oferecendo uma ordinária e fecunda oportunidade espiritual e pedagógica para a contemplação pessoal (do rosto de risto), a formação do Povo de Deus e a nova evangelização (n. 3 b).

- A prática do Rosário é um meio muito válido para favorecer entre os fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão. O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã (n. 5 a, b).

- O Rosário foi, por diversas vezes, proposto pelos meus Predecessores e mesmo por mim como oração pela paz. Portanto, não se pode recitar o Rosário sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de serviço à paz, especialmente na terra de Jesus, tão atormentada ainda, e tão querida ao coração cristão.

- Seria impossível citar a multidão, sem conta, de Santos que encontraram no Rosário um autêntico caminho de santificação (n. 8).

- Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria. A contemplação de Maria é, antes de mais, um recordar os acontecimentos salvíficos, que culminam no próprio Cristo, ICONE da contemplação cristã. Maria vive com os olhos fixos em Cristo e nos seus acontecimentos, que constituíram, de certo modo, o “Rosário” que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena (nn. 11 e 13).

- Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo! (n. 15 d).

- O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. A imploração insistente da Mãe de Deus apoia-se na confiança de que a sua materna intercessão tudo pode no coração do Filho. Ela é “omnipotente por graça”. No Rosário, Maria, santuário do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35), ao ser suplicada por nós, apresenta-se em nosso favor diante do Pai que a cumulou de graça, e diante do Filho nascido do seu seio, pedindo connosco e por nós (n. 16 c).

- O Rosário é também um itinerário de anúncio e aprofundamento. É uma apresentação orante e contem- plativa, que visa plasmar o cristão(ã) segundo o coração de Cristo (n. 17).

- O Rosário é uma das modalidades tradicionais da oração cristã aplicada ? contemplação do rosto de Cristo (n. 18 b).

- Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente “Compêndio do Evangelho”, é conveniente ue, depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (mistérios da alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor), e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória), a meditação se concentre também sobre alguns momentos particularmente significativos da vida pública (mistérios da luz) (n. 19 c).

- O Rosário promove “o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento” (cf. Ef 3, 19), oferecendo o “segredo” para se abrir mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo. Digamos que é o caminho de Maria. É o caminho do exemplo da Virgem de Nazaré, mulher de fé, de silêncio e de escuta (n. 24 b).

- Quem contempla a Cristo, percorrendo as etapas da sua vida, não pode deixar de aprender d’Ele a verdade sobre o homem. “Na realidade, o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente” (GS 22). O Rosário ajuda a abrir-se a esta luz. Seguindo o caminho de Cristo – no qual o caminho do homem é “recapitulado -, manifestado e redimido, o crente põe-se diante da imagem do homem verdadeiro (n. 25 b).

- Contemplando – no Rosário – a Cristo e sua Mãe na glória, vê a meta para a qual cada um de nós é chamado, se se deixa curar e transfigurar pelo Espírito Santo. Pode dizer-se, portanto, que cada mistério do Rosário, bem meditado, ilumina o mistério do homem (n. 25 b).

- Meditar com o Rosário significa entregar os nossos cuidados aos corações misericordiosos de Cristo e da sua Mãe. Verdadeiramente o Rosário “marca o ritmo da vida humana”, para harmonizá-la com o ritmo da vida divina, na gozosa comunhão da Santíssima Trindade, destino e aspiração da nossa existência (n. 25 c).

- O Rosário tem não só a simplicidade duma oração popular, mas também a profundidade teológica duma oração adaptada a quem sente a exigência duma contemplação mais intensa (n. 39 a).

- O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2, 14). O Rosário exerce uma acção pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é um dom especial do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21) (n. 40 b).

- O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta devoção era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. A família que reza unida, permanece unida (n. 41 a, c).

- Rezar o Rosário pelos filhos e, mais ainda, com os filhos, educando-os desde tenra idade para este momento diário de “paragem orante” da família é uma ajuda espiritual que não se deve subestimar (n. 42 b).

- Uma oração tão fácil e ao mesmo tempo tão rica merece verdadeiramente ser descoberta de novo pela comunidade cristã, sobretudo neste “Ano do Rosário” (n. 43 a).

Novena dos Filhos do Pai Eterno

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Visita ao Praesidium Nossa Senhora do Rosário

Visita realizada no dia 08/07/2014 ao Praesidium Nossa Senhora do Rosário. Lá encontramos legionários comprometidos com a evangelização. 




terça-feira, 8 de julho de 2014

Relembre as palavras ditas por São João Paulo II na Casa da Mãe Aparecida

O dia 4 de julho de 1980 é uma das datas mais significativas para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Foi quando o Papa João Paulo II celebrou uma missa para mais de 300 mil pessoas e, em seguida, realizou a sagração do Altar Central. Há 34 anos, o Santo Padre concedeu à nova Igreja o título de Basílica Menor, e a consagrou como o maior Santuário mariano do mundo.

“Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / Viva a Virgem Imaculada, / a Senhora Aparecida!”.

1. Desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com Aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da Sua vida (cf. Jo 19,26) para ser nossa Mãe.
Em nenhum outro lugar este canto adquire tanta significação e tem tanta intensidade quanto neste lugar onde a Virgem, há mais de dois séculos, marcou um encontro singular com a gente brasileira.
Com razão para aqui se voltam, desde então, os anseios desta gente, aqui pulsa, desde então, o coração católico do Brasil. Meta de incessantes peregrinações vindas de todo o País, está é, como já disse alguém, a “Capital espiritual do Brasil”.
É um momento particularmente emocionante e feliz em meu itinerário brasileiro, este em que convosco, representando aqui todo o povo brasileiro, tenho meu primeiro encontro com a Senhora Aparecida.

2. Li com religiosa atenção, preparando-me espiritualmente para esta romaria à Aparecida, a simples e encantadora narrativa da imagem que aqui veneramos. A inútil labuta dos três pescadores buscando o peixe nas águas do Paraíba, naquele longínquo 1717. O inesperado encontro do corpo e depois da cabeça da pequena imagem de cerâmica enegrecida pelo lodo. A pesca abundante que se seguiu ao achado. O culto, logo iniciado, a Nossa Senhora da Conceição sob as aparências daquela estátua trigueira, carinhosamente chamada “a Aparecida”. As graças de Deus abundantes em favor dos que aqui invocam a Mãe de Deus.
Do primitivo e tosco oratório – o “altar de paus” dos velhos documentos – à Capela que o substituiu e aos vários e sucessivos acréscimos, até à Basílica antiga de 1908, os templos materiais aqui erguidos são sempre obra e símbolo da fé do povo brasileiro e do seu amor para com a Santíssima Virgem.
Depois, são conhecidas as romarias, nas quais tomam parte, no decorrer dos séculos, pessoas de todas as classes sociais e das mais diversas e distantes regiões do País. Foram, no ano passado, mais de cinco milhões e quinhentos mil os peregrinos que por aqui passaram. O que buscavam os antigos romeiros? O que buscam os peregrinos de hoje? Aquilo mesmo que buscavam no dia, mais ou menos remoto, do Batismo: a fé, e os meios de alimentá-la. Buscam os sacramentos da Igreja, sobretudo a reconciliação com Deus e o alimento eucarístico. E voltam revigorados e agradecidos à Senhora, Mãe de Deus e nossa.

3. Multiplicando-se neste lugar as graças e benefícios espirituais, Nossa Senhora da Conceição Aparecida é solenemente coroada em 1904, e, há exatamente 50 anos, em 1930, é declarada Padroeira principal do Brasil. Mais tarde, em 1967, cabe a meu venerável Predecessor Paulo VI conceder a este Santuário a Rosa de Ouro, querendo com tal gesto honrar a Virgem e este lugar sagrado e estimular o culto mariano.
E chegamos aos nossos dias: diante da necessidade de um templo maior e mais adequado ao atendimento de romeiros sempre mais numerosos, o audacioso projeto de uma nova Basílica.
Durante anos de incessante trabalho, a imensa e corajosa empresa que foi a construção do imponente edifício. E hoje, superadas não poucas dificuldades, a esplêndida realidade que podemos contemplar. A ela ficarão ligados muitos nomes de arquitetos e engenheiros, de humildes operários, de generosos benfeitores, de sacerdotes consagrados ao Santuário. Um nome avulsa entre todos e simboliza todos: o do meu irmão Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, grande incentivador deste novo templo, casa materna e solar da Rainha, Nossa Senhora Aparecida.

4. Venho, pois, consagrar esta Basílica, testemunho da fé e devoção mariana do povo brasileiro; e o farei com comovida alegria, após a celebração da Eucaristia.
Este templo é morada do “Senhor dos senhores e Rei dos reis”(cf. Ap 17, 14). Nele, tal a Rainha Ester, a Virgem Imaculada, que “conquistou o coração” de Deus e em quem “grandes coisas” fez o Onipotente (cf. Est 5, 5; Lc 1, 49), não cessará de acolher numerosos filhos e interceder por eles: “Salva meu povo, eis o meu desejo”(cf. Est 7, 3).
O edifício material, que abriga a presença real, eucarística do Senhor, e onde se reúne a família dos filhos de Deus a oferecer com Cristo os “sacrifícios espirituais”, feitos de alegrias e sofrimentos, de esperanças e lutas, é símbolo também de um outro edifício espiritual, em cuja construção somos convidados a entrar como pedras vivas (cf. 1Pd 2, 5). Como dizia Santo Agostinho, “esta é, de fato, a casa das nossas orações: mas nós próprios somos casa de Deus. Somos construídos como casa de Deus neste mundo e seremos dedicados solenemente no fim dos tempos. O edifício, ou melhor, a construção fez-se com fadiga; a dedicação realiza-se com alegria”(cf. S. Agostinho, Sermo 336,1.6: PL 38,1471-72). 

5. Este templo é imagem da Igreja. Igreja que, “à imitação da Mãe do seu Senhor, conserva pela graça do Espírito Santo virginalmente íntegra a fé, sólida a esperança e sincera a caridade” (Lumen Gentium, 64).
Figura desta Igreja é a mulher que o vidante de Patmos contemplou e descreveu no texto do Apocalipse há pouco escutado na segunda leitura. Nesta mulher, coroada de doze estrelas, a piedade popular através dos tempos viu também Maria, a Mãe de Jesus. De resto, como lembrava Santo Ambrósio e como declara a “Lumen Gentium”, Maria é ela própria figura da Igreja.
Sim, amados irmãos e filhos, Maria – a Mãe de Deus – é modero para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que Lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor (cf. Lc 1,32), com uma participação íntima e toda especial na história da Salvação. Pelos méritos de Seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.
Diante da fome de Deus que hoje se adivinha em muitos homens, mas também diante do secularismo que, às vezes imperceptível como o orvalho, outras vezes violento como o ciclone, arresta a tantos, somos chamados a construir Igreja.

6. O pecado retira Deus do lugar centrai que Lhe é devido na história dos homens e na história pessoal de cada homem. Foi a tentação primeira: “E vos tornareis como Deus”(cf. Gen 3, 5). E depois do pecado original, prescindindo de Deus, o homem encontra-se submetido à tensão, esquartejado nas suas opções entre o Amor “que vem do Pai” e “o amor que não vem do Pai, mas do mundo”(cf. 1 Jo 2,15-16) e, pior ainda, o homem torna-se um estranho para si mesmo, optando pela “morte de Deus” que traz em si fatalmente também a morte do homem (cf. João Paulo II, Mensagem Urbi et Orbi para a Páscoa de 1980, 4).
Ao confessar-se “serva do Senhor” (cf. Lc 1,38)  e ao pronunciar o seu “sim”, acolhendo “em seu coração e em seu seio” (cf. S. Agostinho, De Virginitate, 6: PL 40,399). O mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da Salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.
Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: “A função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia... e de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece” (Lumen Gentium, 60).

7. Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para Aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis (cf. Ibidem, 65), pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização? Assim, a “Estrela da Evangelização”, como lhe chamou o meu Predecessor Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho. Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de Salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto inumano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história inumana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da Salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade salvífica (cf. Ibidem, 9).
Por tudo isso, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade (cf. Redemptor Hominis, 22). Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história inumana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria. E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos.

8. O amor e a devoção a Maria, elementos fundamentais na cultura latino-americana (cf. João Paulo II, Homilia no Santuário de Nossa Senhora de "Zapopán”, México, 30 de Janeiro de 1979), são um dos traços característicos da religiosidade do povo brasileiro. Estou certo de que os Pastores da Igreja saberão respeitar esse traço peculiar, cultivá-lo e ajudá-lo a encontrar a melhor expressão, a fim de realizar o rema: chegar “a Jesus por Maria”. Para isso não seria inútil ter presente que a devoção à Mãe de Deus contém uma alma, algo de essencial, encarnada em múltiplas formas externas. O que há de essencial é permanente e inalterável, permanece elemento intrínseco do culto cristão e, se retamente entendido e realizado, constitui na Igreja, como frisava meu Predecessor Paulo VI, “um excelente testemunho de sua norma de ação (lex orandi) e um convite a reavivar nas consciências a sua norma de fé (lex credendi). As formas externas são, por natureza, sujeitas ao desgaste do tempo e, como declarava o mesmo saudoso Paulo VI, precisam de uma constante renovação e atualização, realizadas aliás em total respeito à Tradição”(Paulo VI,Marialis Cultus, 24).

9. E vós, devotos de Nossa Senhora e romeiros de Aparecida, aqui presentes e os que nos acompanham pela rádio e pela televisão: conservai zelosamente este terno e confiante amor à Virgem, que vos caracteriza. Não o deixeis nunca arrefecer! Não seja um amor abstrato, mas incarnado. Sede fiéis àqueles exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração doAngelus, o mês de Maria e, de maneira toda especial, o Rosário. Quem dera renascesse o belo costume – outrora tão difundido, hoje ainda presente em algumas famílias brasileiras – da reza do terço em família.
Sei que, há pouco tempo, em lamentável incidente, despedaçou-se a pequenina imagem de Nossa Senhora Aparecida. Contaram-me que entre os mil fragmentos foram encontradas intactas as duas mãos da Virgem unidas em oração. O fato vale como um símbolo: as mãos postas de Maria no meio das ruínas são um convite a seus filhos a darem espaço em suas vidas à oração, ao absoluto de Deus, sem o qual tudo o mais perde sentido, valor e eficácia. O verdadeiro filho de Maria é um cristão que reza.
A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escuta) a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo d’Ele as graças desejadas.
Rezemos com Maria e por Maria: Ela é sempre a “Mãe de Deus e nossa”.

Senhora Aparecida, um filho vosso
que vos pertence sem reserva - totus tuus! - 
chamado por misterioso Desígnio da Providência a ser Vigário de Vosso Filho na terra,
quer dirigir-se a Vós, neste momento.
Ele lembra com emoção, pela cor morena
desta Vossa imagem, uma outra representação Vossa,
a Virgem Negra de Jasna Gora!
Mãe de Deus e nossa,
protegei a Igreja, o Papa, os Bispos, os Sacerdotes
e todo o Povo fiel; acolhei sob o vosso manto protetor
os religiosos, religiosas, as famílias,
as crianças, os jovens e seus educadores!
Saúde dos Enfermos e Consoladora dos Aflitos,
sede conforto dos que sofrem no corpo ou na alma;
sede luz dos que procuram Cristo,
Redentor do Homem; a todos os homens
mostrai que sois a Mãe de nossa confiança.
Rainha da Paz e Espelho da Justiça,
alcançai para o mundo a paz,
fazei que o Brasil tenha paz duradoura,
que os homens convivam sempre como irmãos,
como filhos de Deus!
Nossa Senhora Aparecida,
abençoai este vosso Santuário e os que nele trabalham,
abençoai este povo que aqui ora e canta,
abençoai todos os vossos filhos,
abençoai o Brasil. Amém.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pensamento do Dia

a cruz


Certo jovem carregava sua cruz em meio a multidão...

Depois de algum tempo sentindo o peso da cruz,
o jovem parou  e disse:

Senhor, está muito pesada! Posso cortar um pedaço?

Depois de cortar um pedaço da cruz o jovem se sentiu mais aliviado e continuou seu caminho feliz a cantarolar.

Mas seu contentamento durou pouco tempo... e mais uma vez murmurou:

Senhor, minha cruz está muito pesada...

Vou cortar  só mais um pedacinho, assim ficará mais fácil carregá-la!

Depois de cortar novamente a cruz o rapaz continuou sua caminhada feliz a cantar

Ele observava e não entendia o sofrimento daqueles que carregavam suas próprias cruzes sem reclamar. Mais isso não o preocupava, pois agora sua cruz estava mais leve e ele mais determinado.

Em pouco tempo estava quase no final do caminho! Havia  apenas um abismo para atravessar.. isso não era problema...

Hum!

Ele iria fazer como os demais ia usar sua cruz como ponte.

E... Ah... Senhor ! A   minha cruz...

É muito pequena não posso atravessar.

Nada nesta vida é por acaso!
Muitas vezes queremos nos livrar da cruz que nos é dada.
mais tudo tem um  para quê e um por quê...
Deus nunca nos manda algo que não podemos suportar..
E se formos abreviar estes caminhos, certamente teremos problema!